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cansativo

21.09.15

Nos últimos dias a campanha entrou na fase do aborrecimento.
Os líderes partidários repetem as suas mensagens. As mesmas ideias, palavras repetidas até à exaustão, o cenário de rua e a mesma pose.
A PaF acusa o PS de ir fazer cortes de mil milhões na segurança social. Por sua vez, o PS diz que o seu adversário é que quer cortar 600 milhoes nas pensões.
Números, números e nada de criativo.
Nem a cobertura dos media. Genericamente repetem a estrutura narrativa: imagens de rua, diálogo com cidadãos, imagens de rua, declarações aos jornalistas, vivo do jornalista.
A campanha entrou hoje no primeiro dia. A continuar neste registo, vai ser cansativo.
Nem há "matraquilhos". Os holofotes estão dirigidos exclusivamente para os líderes. Esgotam o interesse dos jornalistas e nada mais entra no ecran.

Neste contexto a história revela o seguinte:
- cansaço dos jornalistas e a necessidade de procurarem histórias interessantes. Quebrarem a rotina. Por outras palavras, é um incentivo a desviarem-se dos cenários montados pelas candidaturas e procurarem "casos";
- Uma figura secundária pode marcar a campanha. Por declarações ou uma iniciativa polémica. Lembram-se de Carlos Candal, o candidato do PS de Aveiro, que nas Legislativas de1995 redigiu um manifesto anti-Portas?;
- cansaço dos eleitores e menor disponibilidade para ouvirem os dirigentes partidários;
- a possibilidade de um "outsider" inovar na comunicação e assumir um protagonismo inesperado;
- tendência para o discurso subir de tom. Maior agressividade entre os principais oponentes. O que se vai traduzir, depois das eleições, em acréscimo de dificuldades no diálogo e entendimento interpartidário.

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publicado às 21:49




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