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Dinâmicas

19.06.15

sondagem da Universidade Católica de junho, tem uma confirmação, uma surpresa para distraidos e uma forte dúvida.
Começo por este último aspecto: como se explica o BE duplicar o seu valor?
Segundo, a confirmação: os resultados reforçam a ideia das duas outras empresas de sondagens: empate entre a coligação e o PS. 
Terceiro, o que me parece mais relevante: a actualização coincide entre o momento actual e a fase em que António Costa era o "salvador" da pátria socialista. Entretanto, nestes oito meses, passou do estado de graça para o estado sem graça.
Ao contrário, PSD e CDS passaram do estado da desgraça para a esperança. "Afinal é possivel ganhar".
Estas são circunstâncias que podem mudar. No entanto, o que estes dados, no presente, realçam é uma forte inversão das tendências entre os dois maiores blocos partidários (mais ainda quando existe uma relação de proporcionalidade directa) e isso tem imenso peso na comunicação politica.
Em primeiro lugar a nível interno. António Costa avançou para a liderança do PS na sequência das Europeias porque "a vitória do PS soube a pouco." Agora, podem por em causa o argumento justificativo da crise entre os socialistas. Por outro lado, quem andava a resmungar às escondidas tem hoje um brilhozinho nos olhos - "ainda dizia ele que ía ganhar com maioria absoluta!"  Por outro lado, a motivação dos militantes e simpatizantes esfria. Alguns começam a interrogar-se: "afinal não vamos lá com o Costa"?
Mesmo em termos discursivos, a nível externo, começa a ser mais dificil de afirmar o objectivo de se querer uma maioria absoluta. E isto aparenta ter efeitos nos indecisos (e voto útil), já para não falar nos que não avançam de forma publica porque duvidam que, afinal, o PS chegue ao poder.
Ao contrário, a coligação passa para o renascimento. Dá força, cria expectativa e muitos que se auto-silenciavam começam a defender publicamente a obra deste governo.
A quatro meses das eleições este é um movimento que pode gerar uma dinâmica dificil de inverter.
A experiência democrática tem tido alguns exemplos. O caso mais evidente foi a gestão política dos governos de Cavaco Silva com maioria absoluta. Perdia as autárquicas, remodelava o executivo e entrava num periodo de recuperação até às Legislativas.

- Reacção do líder do PS: "António Costa diz que importante é vencer as eleições"

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publicado às 12:47




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