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O vidro temperado do PS

15.08.15

O vidro temperado tem tempera, aumenta a capacidade ao choque. Quando quebra, divide-se em fragmentos granulados.
É o que está a suceder à campanha do PS e a António Costa.

Dou apenas alguns exemplos de algumas pessoas que, julgo, se situarão no que se pode considerar o eleitorado do PS:

O mais recente - António Colaço, este sábado no Expresso.
O antigo assessor do Grupo Parlamentar do PS é demolidor.
Não reconhece a António Costa capacidade de gerar confiança em função das decisões que tomou. No deita abaixo de Seguro e na saída da Câmara de Lisboa.

Outro exemplo – Seixas da Costa, tendo como pretexto as eleições presidenciais. Considera que a situação não tem remédio. O problema só ficará atenuado se o PSD e a coligação tiverem sarilho idêntico.

Outra opinião, a de Viriato Soromenho Marques num artigo no DN.
Um texto que só uma visão independente tem coragem de escrever. Poucos com cartão de militante estariam disponíveis para o fazer, embora, muitos concordem com a escrita.

Por último, o lamento de Baptista Bastos.

Estes relatos públicos sintetizam-se no seguinte: desanimo, decepção….
António Colaço, que é autor do blog “Ânimo – para tornar os dias mais leves” , deverá perceber ao que me refiro.

Subjectividade à parte, o que é relevante é que a manifestação destes estados de alma têm impacto. Nas “tropas”, em quem faz opinião (da barbearia da aldeia ao comentador de tv) e na própria organização de campanha que passa a sentir esta pressão de forma permanente: “o que fazer para dar a volta?”
Esta pergunta origina, com frequência, maus resultados. Iniciativas disparatadas, mudança de eixo de campanha (que na campanha do PS não existe qualquer um!), respostas tensas...
Responsáveis de campanhas eleitorais já o sentiram e sabem que o melhor é reagir a frio. Preferencialmente com dados estruturados como, por exemplo, estudos de opinião – com frequência a opinião publicada nada tem a ver com a opinião do eleitorado que se pretende atingir.

O mais paradoxal é que a coligação está vazia, também não motiva...

Hoje iniciam a campanha eleitoral, com o famoso comício no Algarve.
 Qual a grande novidade politica que antecipam? Resposta no Expresso – “Coligação vai ter 5 mil bandeiras na festa do Pontal”.

A diferença estará na gestão das expectativas.
Costa foi eleito sg do PS em Outubro para vencer com maioria absoluta, destronar não por poucochinho a maioria… as sondagens projectaram o PS para os 40%.

Ao contrário, PSD e CDS arrastavam-se numa agonia.
Hoje as duas forças partidárias estão em empate técnico.

Por último, o PSD e o CDS não têm feito erros na campanha (na verdade nem têm feito campanha), enquanto o challenger tem sido noticia por incompetência na comunicação politica e contaminação por parte das presidenciais.

Não se estranhe assim o desnamino, a fragmentação granular de um vidro que até era resistente ao choque.

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publicado às 13:50




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