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mandei-lhe uma carta em papel perfumado

27.08.15

Namoro. É o titulo do poema de Viriato da Cruz e adapta-se bem ao contexto: as várias cartas que António Costa tem escrito aos eleitores.
Processo simples, básico. Típico de há um século atrás.
Curiosamente tem sido muito eficaz.
Já vamos no quarto dia e cada carta tem tido grande eco na comunicação social. Até comentário de politólogos.
A edição é feita online, cada missiva tem sido antecipada  à imprensa e, depois, é propagada pelas redes sociais.
Além de eficaz é muito barato.

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publicado às 17:56

O vidro temperado do PS

15.08.15

O vidro temperado tem tempera, aumenta a capacidade ao choque. Quando quebra, divide-se em fragmentos granulados.
É o que está a suceder à campanha do PS e a António Costa.

Dou apenas alguns exemplos de algumas pessoas que, julgo, se situarão no que se pode considerar o eleitorado do PS:

O mais recente - António Colaço, este sábado no Expresso.
O antigo assessor do Grupo Parlamentar do PS é demolidor.
Não reconhece a António Costa capacidade de gerar confiança em função das decisões que tomou. No deita abaixo de Seguro e na saída da Câmara de Lisboa.

Outro exemplo – Seixas da Costa, tendo como pretexto as eleições presidenciais. Considera que a situação não tem remédio. O problema só ficará atenuado se o PSD e a coligação tiverem sarilho idêntico.

Outra opinião, a de Viriato Soromenho Marques num artigo no DN.
Um texto que só uma visão independente tem coragem de escrever. Poucos com cartão de militante estariam disponíveis para o fazer, embora, muitos concordem com a escrita.

Por último, o lamento de Baptista Bastos.

Estes relatos públicos sintetizam-se no seguinte: desanimo, decepção….
António Colaço, que é autor do blog “Ânimo – para tornar os dias mais leves” , deverá perceber ao que me refiro.

Subjectividade à parte, o que é relevante é que a manifestação destes estados de alma têm impacto. Nas “tropas”, em quem faz opinião (da barbearia da aldeia ao comentador de tv) e na própria organização de campanha que passa a sentir esta pressão de forma permanente: “o que fazer para dar a volta?”
Esta pergunta origina, com frequência, maus resultados. Iniciativas disparatadas, mudança de eixo de campanha (que na campanha do PS não existe qualquer um!), respostas tensas...
Responsáveis de campanhas eleitorais já o sentiram e sabem que o melhor é reagir a frio. Preferencialmente com dados estruturados como, por exemplo, estudos de opinião – com frequência a opinião publicada nada tem a ver com a opinião do eleitorado que se pretende atingir.

O mais paradoxal é que a coligação está vazia, também não motiva...

Hoje iniciam a campanha eleitoral, com o famoso comício no Algarve.
 Qual a grande novidade politica que antecipam? Resposta no Expresso – “Coligação vai ter 5 mil bandeiras na festa do Pontal”.

A diferença estará na gestão das expectativas.
Costa foi eleito sg do PS em Outubro para vencer com maioria absoluta, destronar não por poucochinho a maioria… as sondagens projectaram o PS para os 40%.

Ao contrário, PSD e CDS arrastavam-se numa agonia.
Hoje as duas forças partidárias estão em empate técnico.

Por último, o PSD e o CDS não têm feito erros na campanha (na verdade nem têm feito campanha), enquanto o challenger tem sido noticia por incompetência na comunicação politica e contaminação por parte das presidenciais.

Não se estranhe assim o desnamino, a fragmentação granular de um vidro que até era resistente ao choque.

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publicado às 13:50

Emprego

19.07.15

PS e coligação entraram na guerra dos números sobre o emprego. Trivialidades. O que surpreende é que só agora o tema tenha entrado na contenda pré-eleitoral.

Há vários anos que o desemprego é a principal preocupação dos portugueses.
A última sondagem da Intercampus reforça, de modo muito destacado, o que preocupa os eleitores.

ps_outdoor_emprego_2015.jpgO PS, com António José Seguro, fez do tema uma bandeira.

O PS de António Costa andou com uma agenda errante e só no final da Convenção é que fez do emprego a prioridade das prioridades.
Mas não tem pegado no tema. Só de forma episódica e a comunicação política só funciona com repetição.

banner-2-desktop.jpgDe certa forma, deixou espaço à coligação para tirar partido do tema que é central na vida dos portugueses e, como tal, na decisão do voto.

O outdoor foi hoje colocado em vários pontos e a mensagem já está em destaque no site da coligação.

A gestão do tema vai ser decisiva para as duas forças politicas. A coligação fez um primeiro ensaio. O PS reagiu mas não teve impacto. Na entrevista na SIC Passos Coelho retomou o tema e o líder do PS contrapõe: "Costa acusa Passos de enganar os portugueses".

Finalmente estamos a entrar nos temas vitais.

 

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publicado às 15:57

Confiança - credibilidade

19.07.15

A palavra confiança marca esta fase de pré-campanha. Cartazes, discursos e acusações tentam introduzir no eleitorado a ideia: "não confies no meu adversário".

O tema da confiança começou com a coligação a tentar assustar os portugueses sobre as propostas do PS. Não são confiáveis, podem ser um retrocesso... Paulo Portas não se cansa de o repetir.
De certa forma, esta acusação teve efeito porque levou o PS a assumir uma postura defensiva. Não se cansa de colocar em cartazes, outdoors e até nos cenários onde está António Costa, as palavras confiança e rigor.
Esta postura defensiva teve, no entanto, uma viragem.
A sondagem da Católica e a entrevista na SIC onde Passos Coelho foi questionado sobre a percepção pública de mentir, transformaram-se numa oportunidade para o PS passar à ofensiva. A mensagem do líder do PS na última semana não deixa de projectar esta ideia: Costa acusa Passos de ter um vício: julgar que “é possível enganar toda a gente o tempo todo” (Expresso)

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publicado às 15:37

Defensivos

16.07.15

As entrevistas dos líderes do PS e do PSD revelam um comportamento defensivo. Jogam apenas na erosão. Assim, vai ser ainda menos motivador, o processo eleitoral e abrem a porta a casos mediáticos.

 

António Costa deu duas entrevistas nas televisões em sinal aberto e em prime-time. Sem notícia, dados novos. Na defensiva. Cauteloso. Um discurso moderado, pose institucional e posicionamento ao centro.

Pedro Passos Coelho foi uma cópia de António Costa. A única diferença foi o cenário. Em S. Bento, para marcar o estatuto.

Uma análise mais profunda, sobre o posicionamento dos dois partidos face aos principais problemas dos portugueses (a estratégia nacional e o condicionamento internacional) ajuda a perceber que não há diferenças assinaláveis entre as duas forças políticas.
No inicio do processo de ajustamento havia uma fronteira ideológica.
O PSD liberal, dinamizador de uma pretensa revolução do Estado (retirando o peso na sociedade) e a ideia de um país novo. Estas particularidades desapareceram. A aproximação foi feita também no discurso e no posicionamento. Exemplo: as bandeiras do PS são emprego e crescimento económico. As bandeiras do PSD são crescimento económico e justiça social/emprego.
Com um posicionamento idêntico (ao centro), com um eixo de campanha igual ("nós vamos tirar o país da austeridade a que o outro partido nos submeteu" ) com bandeiras parecidas e com uma postura igualmente moderada e defensiva, PS e PSD tornam-se o Dupont e Dupont (será Paulo Portas o elemento diferenciador?).
Se nos próximos meses os dois partidos caminharem lado a lado, como uma linha de caminho de ferro, abre-se uma oportunidade para outros ocuparem o território da novidade, da alternativa, da mudança, da surpresa. Tendo em conta os estudos de opinião, quem ocupar este espaço não vai ganhar as eleições. Nem pensar, o eleitorado prefere o previsivel. Mas pode ganhar relevo, espaço... e votos.

O que remete para uma outra questão. O PS tem dificuldades em superar os 37/38 pc. O PSD e o CDS, coligados, também revelam dificuldade de crescimento. Sobem, mas muito ligeiramente e o resultado final fica muito aquém do somatório dos dois partidos nas eleições anteriores. Se pouco fazem para alargarem a base eleitoral, fora do centrão, e podem deixar a outros o espaço mediático da mudança, estão a dificultar a sua capacidade de crescimento.
O receio de perderem o que têm impede de se aventurarem na conquista de mais eleitores. Estão confinados. Como o país.

 

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publicado às 15:11

A. Costa na SIC

25.06.15

entrevista é um instrumento muito relevante na comunicação política. Mais ainda quando se ocupa o "prime time".

 

Pontos negativos:

- António Costa estava mal vestido e/ou com má iluminação. Os planos mais próximos provocavam um efeito de estranheza, em particular devido ao casaco. Este começa a ser um problema recorrente. A imagem do último cartaz não é feliz. Esta semana apareceu nas tvs com óculos escuros que também provocam um efeito de estranheza (além da questão de que quando se esconde os olhos, falha a comunicação).

- António Costa deu alguma novidade, algo que ele próprio gostaria que fosse notícia nos outros órgãos de comunicação social? Não apresentou nada de novo, o que permitiu aos jornalistas utilizar para notícias uma grande diversidade de aspectos, alguns talvez não desejáveis do ponto de vista da comunicação política. Por vezes, mais importante do que a entrevista é o eco. O que os vários órgãos de comunicação social vão transmitir nas próximas horas (1)

 

Pontos positivos:

- Serenidade. Atributo positivo para quem quer ser primeiro ministro e dar um sinal de confiança. Algumas vezes criticou A. J. Seguro por este assumir exageradamente este papel, sendo pouco combativo. No entanto, esse era o registo certo e António Costa também o assumiu.

- Boa capacidade de explicação em problemas dificeis de comunicar: TSU e segurança social. Aqui esteve muito bem quando personaliza: a minha mãe, eu, os meus filhos...

- Apostou no que pretende ser o eixo da sua campanha: criação de emprego. O líder do PS tem falhado neste propósito mas hoje conseguiu colocar o tema no centro da sua comunicação política.

- Coerência com a questão José Sócrates. Talvez não fosse necessária a frase se o caso lhe "doi ou não", até pode azedar alguns "camaradas", mas o que disse é coerente e segue a estratégia (até agora eficaz) de evitar que o PS seja contaminado pela detenção do seu antigo secretário-geral.

 

(1) Sinal de que deixou em roda livre os jornalistas que vão trabalhar a entrevista é o resultado da pesquisa de noticias no Google, uma hora depois de terminar a entrevista:

António Costa: Esquerda em competição para ver quem é mais anti-PS (Negócios)

- "É preciso vencer com maioria absoluta. O país precisa de compromissos" (Noticias ao minuto)

- António Costa diz que muitos eleitores só decidem o voto na campanha (JN)

- Costa quer mais escalões do IRS (TVI)

- Costa desdramatiza sondagens e diz que muitos eleitores só decidem o voto na campanha (RTP)

- Costa defende descida da TSU obrigatória para trabalhadores. (SIC)

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publicado às 22:19

Dinâmicas

19.06.15

sondagem da Universidade Católica de junho, tem uma confirmação, uma surpresa para distraidos e uma forte dúvida.
Começo por este último aspecto: como se explica o BE duplicar o seu valor?
Segundo, a confirmação: os resultados reforçam a ideia das duas outras empresas de sondagens: empate entre a coligação e o PS. 
Terceiro, o que me parece mais relevante: a actualização coincide entre o momento actual e a fase em que António Costa era o "salvador" da pátria socialista. Entretanto, nestes oito meses, passou do estado de graça para o estado sem graça.
Ao contrário, PSD e CDS passaram do estado da desgraça para a esperança. "Afinal é possivel ganhar".
Estas são circunstâncias que podem mudar. No entanto, o que estes dados, no presente, realçam é uma forte inversão das tendências entre os dois maiores blocos partidários (mais ainda quando existe uma relação de proporcionalidade directa) e isso tem imenso peso na comunicação politica.
Em primeiro lugar a nível interno. António Costa avançou para a liderança do PS na sequência das Europeias porque "a vitória do PS soube a pouco." Agora, podem por em causa o argumento justificativo da crise entre os socialistas. Por outro lado, quem andava a resmungar às escondidas tem hoje um brilhozinho nos olhos - "ainda dizia ele que ía ganhar com maioria absoluta!"  Por outro lado, a motivação dos militantes e simpatizantes esfria. Alguns começam a interrogar-se: "afinal não vamos lá com o Costa"?
Mesmo em termos discursivos, a nível externo, começa a ser mais dificil de afirmar o objectivo de se querer uma maioria absoluta. E isto aparenta ter efeitos nos indecisos (e voto útil), já para não falar nos que não avançam de forma publica porque duvidam que, afinal, o PS chegue ao poder.
Ao contrário, a coligação passa para o renascimento. Dá força, cria expectativa e muitos que se auto-silenciavam começam a defender publicamente a obra deste governo.
A quatro meses das eleições este é um movimento que pode gerar uma dinâmica dificil de inverter.
A experiência democrática tem tido alguns exemplos. O caso mais evidente foi a gestão política dos governos de Cavaco Silva com maioria absoluta. Perdia as autárquicas, remodelava o executivo e entrava num periodo de recuperação até às Legislativas.

- Reacção do líder do PS: "António Costa diz que importante é vencer as eleições"

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publicado às 12:47

Comunicação errante

16.06.15

Está a ficar estranho.
Parece coisa de amadores. Não o são. Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa são experientes e, aparentemente, com uma excelente gestão política.

No entanto:
- a coligação já deu "garantias" mas não se sabe nada do que defende no futuro.
Apenas o que não quer.

Nem existe o logo ou qualquer outro material de comunicação.

No site do PSD o lema é ainda o cartaz antigo - "Acima de Tudo Portugal".
Partilha a atenção com outras assinaturas - "Portugal no caminho certo" e, ainda, apresentam um teaser do tempo de antena do dia 17 já com o logo da coligação "Portugal à Frente".

No site do CDS também não há qualquer novidade sobre a coligação. Apenas uma foto de Passos Coelho e Paulo Portas e a home é identificada pelo browser com "Portugal é Capaz".

- Por sua vez, o PS de António Costa tambérm revela uma agenda errante.
Há pouco mais de uma semana, no encerramento da Convenção, disse que "o emprego é a prioridade das prioridades". No entanto, onde está a agenda sobre o emprego para dar continuidade à aposta que traçou?
Nesta semana falou sobre TAP, sobre emigrantes que se devem recencear, sobre TAP e sobre um relatório acerca do estado actual da saúde. A última iniciativa, hoje, foi uma reunião com autarcas do PS. Para falar sobre emprego? Não.
A agenda tem de ser repetida, tem de ter um curso, tem de ter pseudo-acontecimentos para direccionar a comunicação para os temas relevantes. Nada disto.
Com uma particularidade sobre a qual tenho a maior das dúvidas: no último mês António Costa e outros dirigentes do PS têm feito críticas fortes ao Presidente da República. Não é ele o adversário político do PS. Se essas criticas servissem de pretexto para criticar o Governo. Nem isso.

 

 

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publicado às 23:37

O "Rigor"

08.06.15

A coligação teve uma reacção atabalhoada às propostas dos economistas que fizeram um levantamento macro-económico para o PS.
Pouco a pouco, PSD e CDS foram acertando o discurso.
Uma das mensagens que pretendem transmitir é a falta de rigor. A falácia dos números.
Se o documento tem a credibilidade emprestada pelo curricula dos seus autores, a coligação tenta minar este efeito.
Recorre ao medo. Do passado. Da hecatombe. Do resvalar da dívida.
Tem sido e (tudo aponta que vai continuar a ser) o discurso da coligação. Ainda hoje Paulo Portas afirmou que "Portugal se arrisca a voltar à bancarrota com o PS". 
Este discurso, certamente, tem uma base técnica. Não é mero improviso.
A explicação poderá estar na sondagem revelada pelo Expresso a 21 de Maio: "De acordo com os dados da sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, 54,1% dos inquiridos não acredita nas promessas de redução de impostos. Contra apenas 31,4% que diz acreditar no que o PS está a prometer nesta pré-campanha."

A este ataque o que faz o PS? Ignora e tenta marcar a sua agenda ou contra-ataca (e segue a agenda do adversário)?
Os sinais é de que não ignora.
Quem visita o site do PS encontra no cabeçalho, a letras gordas "Confiança".
assinatura de muitos materiais de comunicação, até da própria Convenção, tem sido: "Alternativa de Confiança". Quando da apresentação do programa eleitoral o slogan era outro: "Fazer Juntos Fazer Melhor".

outdoor.jpg O cartaz recentemente lançado vai no mesmo sentido. A palavra "Rigor" aparece em destaque.
Todos estes elementos levam a considerar que o PS verifica que tem aqui um problema. Dar confiança à suas propostas.
Um problema que vem do passado recente.
Um problema que não se resolveu com a credibilidade emprestada pelos reputados economistas.
Um problema que está a ser aproveitado pela coligação para tentar reforçar este atributo negativo.
O último documento dos economistas que reafirmam a "segurança"das contas apresentadas procura ser um contributo para anular o efeito pretendido pelo PSD e CDS.
No entanto, até agora, a melhor resposta foi dada por António Costa no dia do encerramento da Convenção e esta segunda-feira: "Costa: eu diminuí a dívida da Câmara em 40%, eles aumentaram a do país em 18%". Contra factos não há argumentos. O prestigio alcançado na Câmara de Lisboa é um atributo que pode e deve valorizar.

Uma última observação sobre o cartaz de António Costa:graficamente é muito pobre. É pouco legível. Não se percebe o fundo. Com pouca luz não se consegue ler a assinatura nem o nome.
"Rigor" é rigor. Com lettering institucional. Forte. Não colorido como se fosse uma festa. O "O" colorido não lembra a ninguém quando se quer transmitir uma imagem de robustez, confiança, seriedade.
Fazia mais sentido um outdoor com o título da notícia atrás citada: "Eu diminuí a dívida da Câmara em 40%, eles aumentaram a do país em 18%"
Um outdoor espalhado por vários pontos do país é muito caro. Os outdoors são instrumentos relevantes de comunicação política. Assim, é esbanjar dinheiro. 

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publicado às 16:06

A sombra de António Costa

06.06.15

José Sócrates faz parte do teatro de sombras do PS. Voluntaria ou involuntariamente.

Primeiro foi no congresso de aclamação de António Costa.
Afirmou na altura o Observador que Sócrates, Aquele-Cujo-Nome-Não-Pode-Ser-Pronunciado foi uma das figuras que marcou o encontro.
Não admira. Tinha sido detido uma semana antes.
A agenda foi marcada pela Justiça. O que motivou algumas críticas mas rapidamente o PS tentou esvaziar a tese da cabala.

Agora, na Convenção, já tenho dúvidas sobra a marcação da agenda.
Pelo que conta o Público, José Sócrates e algumas pessoas próximas já teriam conhecimento há alguns dias da proposta do Ministério Público. Por outro lado, não havia urgência em ser tomada uma posição sobre esta proposta, muito menos publicitá-la.

Como se explica que tenha sido o advogado de Sócrates a tornar publico este dado duas horas antes do discurso de encerramento de António Costa na Convenção do PS?

(actualização em 9 de Junho) - Ver:

"Como Sócrates tramou Costa"

"Advogado de Sócrates fala em “coincidência” sobre a proposta de prisão domiciliária"

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publicado às 20:44



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